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Cozinhar com

Venez j'vais vous aider. On descend et hot c'est parti - Amélie Poulain

Cozinhar com (manteiga de amendoim)

Está a tornar-se um hábito complementar presentes com alguma coisa que seja homemade. Homemade e de comer. Apesar de ser da opinião que nas crianças, a comida não deve funcionar como presente nem castigo, as pessoas a quem ofereço já são adultas o suficiente para perceber. Assim sendo, continuo o oferecer. Para mim, que gosto muito de cozinhar, este gesto significa muito pois transmite todo um empenho de backstage: a procura da receita mais adequada à pessoa, a escolha certa dos ingredientes e claro, o tempo e toda uma dedicação para a concretizar. 
Estas bolachas de manteiga de amendoim são perfeitas se, na vossa vida tivéreis pessoas que se dizem capazes de ingerir desta manteiga às toneladas (coisa que, como nutricionista e vossa amiga, não aconselho como é óbvio). Caso não tenham, oferecei na mesma pois com certeza que apreciarão o vosso bonito gesto.

 

Ingredientes

½ chávena de farinha de aveia

½ chávena de farinha integral

1 colher de sopa de canela

1 colher de chá de fermento em pó

½ chávena de manteiga de amendoim caseira

2 colheres de sopa de geleia de arroz

¼ chávena de bebida de aveia

 

Preparação

 

Numa tigela misturar os ingredientes secos (farinhas, canela e fermento em pó).

Noutra tigela misturar os ingredientes líquidos (manteiga de amendoim, geleia de arroz e a bebida de aveia) até ficar bem misturado.

De seguida misturar os secos com os líquidos até formar um género de pasta moldável.

Pré-aquecer o forno a 180ºC e forrar um tabuleiro com papel vegetal.

Formar pequenas bolas (cerca de 1 colher de sopa para cada bolacha) e colocá-las no tabuleiro espalmando-as com a ajuda de um garfo para lhe dar um certo padrão.

Levar ao forno durante 10 minutos até ficarem com as bordas ligeiramente douradas.

Retirar do forno e colocá-las numa grelha para que arrefeçam totalmente. Guardar num frasco.

 

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Cozinhar com (farinha de coco)

 Como já devem ter reparado este blogue é uma miscelânea de receitas saudáveis e menos saudáveis. Isto porque, I mean, sou Nutricionista Estagiária, mas isto não quer dizer que tenha que comer 24h de forma saudável, criando uma obsessão não-saudável com os alimentos. Nem 8 nem 80. A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 30 por cento da população ocidental sofra deste distúrbio, que infelizmente, já é considerado "distúrbio alimentar do século XXI". Este manifesta-se quando a alimentação saudável passa a ser uma obsessão! A verdade é que os sintomas são difíceis de detetar porque podem confundir-se facilmente com hábitos de vida saudável, fazendo com que, erroneamente, muitas vezes as pessoas retirem da dieta nutrientes fundamentais e que passem a "pente-fino" tudo o que ingerem, perturbando assim, para além da sua saúde, também a sua vida social, derivado ao isolamento que daí pode advir. A comida não pode, nem deve, ser uma obsessão, mas sim o encontrar do q.b, do ponto de equilíbrio. E se pelo caminho encontrarem estas bolachas? É favor de provar.

 

Ingredientes

½ chávena de farinha integral

½ chávena de farinha de coco

½ chávena de flocos de aveia

1 chávena de coco ralado

1 colher de sobremesa de canela

1 colher de sobremesa de gengibre em pó

3 colheres de sopa de óleo de coco sólido

2 colheres de sopa de geleia de arroz

50 ml de sumo de laranja

raspa de 1 laranja

quadrados de chocolate 70% cacau

 

Preparação

 

Numa taça grande juntar as farinhas, os flocos de aveia, o coco ralado, a canela e o gengibre. Misturar.
Levar a lume baixo (sem deixar ferver) o óleo de coco juntamente com a geleia de arroz até que ambos estejam derretidos e misturados.
Juntar essa mistura aos ingredientes secos, juntamente com o sumo e a raspa de laranja. Misturar muito bem com uma colher.
Fazer bolas pequenas, colocar num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal e com a mão espalmar as bolas até obter o formato de bolacha.
Levar ao forno a 180ºC cerca de 15/20 minutos.
Entretanto derreter o chocolate e quando as bolachas saírem do forno espalhe o chocolate ao vosso gosto (eu espalhei pela metade).
Deixar arrefecer até o chocolate endurecer.

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Cozinhar com (orégãos)

Em resposta ao desafio Receita Saudável do blogue Limited Edition

Para mim uma alimentação saudável requer que façamos boas escolhas e que haja bom senso. Boas escolhas no supermercado, bem como conscientes (nomeadamente em termos monetários) são o primeiro passo para adquirirmos uma alimentação saudável, equilibrada e barata, pois não tem que ser cara para ser saudável, nem tão pouco incluir os alimentos que estão na "moda". Sugiro que me recruteis para vossa personal shopper, mas em supermercados, I'll be your best friend, I promise (risos)!
Já com o bom senso refiro-me à capacidade de termos a consciência de que "abusar" daquilo que não nos faz tão bem à saúde não deve tornar-se um hábito, mas sim um acontecimento momentâneo. Serve também o bom senso, para nos consciencializarmos da existência de uma linha, muito ténue, que separa os nossos hábitos alimentares e o querer que os hábitos alimentares dos outros sejam, religiosamente iguais, aos nossos. Não, isso não deve acontecer! Individualidade é um dos segredos para contornar esse problema, e claro está, se desejarmos adaptar os nossos hábitos alimentares, que seja com informação devidamente fornecida por profissionais na área.

Conto-vos uma história pessoal para ilustrar o "como lidar corretamente com A linha". Quando faço os meus próprios cozinhados, quem me conhece e acompanha o blogue, já se apercebeu certamente que não utilizo sal em nada. Porquê? Curiosamente este hábito, agora regular, surgiu por acaso! Quando andava na faculdade, altura em que comecei a cozinhar, certo dia deparei-me com a falta de sal em casa e, no momento, por preguiça de o ir comprar, resolvi cozinhar sem. E não é que o sal não entrou mais na minha cozinha? Não foi preguicite crónica, mas sim, porque notei que não fazia falta ao meu paladar e que conseguia construir um sabor agradável através do uso especiarias e ervas aromáticas. Isto tudo para dizer que, apesar deste meu hábito, eu não exijo que cozinhem sem sal para mim nem tão pouco impinjo este hábito a quem me rodeia, apenas o aconselho (explicando os benefícios) e o dou a experimentar!
Se colar, colou! Se não colar, amigos à mesma!

 

Para dar continuidade ao raciocínio, a receita é de umas bolachas "salgadas" sem sal adicionado.

 

 

Ingredientes (rende cerca de 30 bolachas)

150 g de farinha sem fermento

50 g de manteiga vegetal

1 colher de sopa de concentrado de tomate

2 colheres de sopa de água fria

1 colher de chá de orégãos

2 colheres de chá de pimentão-doce

 

Preparação

 

Misturar a farinha, os orégãos e o pimentão-doce.
Juntar a margarina e misturar com a farinha até obter uma massa areada.
Adicionar o concentrado de tomate e a água a pouco e pouco até ter obter uma massa moldável.
Formar uma bola e guardar no frigorífico por meia hora.
Estender a massa com o rolo da massa o mais fino possível e cortar as bolachas da forma desejada.
Colocar as bolachas em cima do tabuleiro forrado com papel vegetal e picá-las com um garfo.
Levar ao forno aquecido a 180º durante cerca de 25 minutos.

 

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