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Cozinhar com

Venez j'vais vous aider. On descend et hot c'est parti - Amélie Poulain

À Conversa com (Ana Sardo)

Quando vi a fotografia que a Ana captou, como resposta ao desafio que lhe propus, perguntei-lhe de imediato se o livro das argolas não era da Vaqueiro e, para espanto da minha perspicácia, confirmei a minha suspeita. Tal como Ela, tenho também alguns livros destes, bem antigos, explorados e simples. Simples. É como considero a Ana - e nunca na vida para mim a palavra terá sentido pejorativo, visto ser uma das minhas favoritas - é assim que a considero através da sua visão fotográfica representada no Instagram (@anacsardo). A simplicidade do campo, a calma do mar e do céu, a boa vida e vida boa do Sebastião e tantos outros momentos que valem a pena ser por lá apreciados e transportados para a vida de cada um de nós.
Quer-se também apreciada esta Conversa onde, para além de conhecereis uma boa pessoa, descobrireis opções para campo e mar. Depois só vos resta esperar o que aí vem..


Só um pouco de paz pra levar, pro dia passar bem - Cícero in Camomila

 

 

Desafio: No Instagram, criaste 2 hashtags pessoais que utilizas com muita frequência. Um #ogatosebastião, o outro é #umardeazul. Assim sendo, desafio-te a fotografares algo onde este hashtag se enquadre, mas algo que tenha a ver com o meu blogue

 

Um mar de azul

 

 

1. Quem passa pelo teu Instagram (@anacsardo) e por mim falo, é impossível ficar indiferente à beleza do mesmo. Com isto quero dizer que, as fotografias são sempre de uma excelente qualidade, bastante criativas e, claro está, isto leva a que transmitam muita inspiração! Agora pergunto-te, se o teu Instagram vira-se Instagram culinário, como é que seria?

Essa agora! Bem, a primeira coisa que mudaria: deixava o telefone de lado e virava-me para a fiel máquina fotográfica. Apesar de adorar fotografar com o telefone, pela portabilidade e pelo desafio que este muitas vezes representa, sinto que o meu instagram acaba por ser um diário visual, um registo da minha vida e dos meus dias. Como tal, não considero que todos os momentos do meu dia sejam merecedores de registo fotográfico profissional e de tudo o que isso implica.

Claro está que quando falamos de comida, o caso muda de figura! Eu gosto imenso de cozinhar. É algo que me deixa muito feliz e, dedico-me verdadeiramente a tudo o que faço e ponho no prato. Seria injusto, à falta de melhor palavra, não equiparar o registo fotográfico e a qualidade do mesmo, ao brio culinário que tanto me esforço por cultivar.

Manteria, no entanto, o actual registo. Uma espécie de diário visual culinário, chamemos-lhe assim.

 

2. O teu gosto pelo mundo da fotografia, na minha opinião, é notório e inquestionável. Terá a tua área de formação, o Design, influenciado para que esse gosto crescesse e/ou se acentuasse?

Diria que sim. Quanto mais não seja para que este não estagnasse, digamos assim. Desde pequena que me interessei por fotografia. Lembro-me que roubava a Kodak aos pais e lá se ia o rolo! A inserção no mundo das artes e, posteriormente, do design, manteve vivo esse interesse e dotou-me das ferramentas para melhor o entender e desenvolver.

Como tudo na vida, é preciso ser-se insistente e não desistir. Sempre procurei saber mais e desenvolver as minhas competências. Digo-o muitas vezes, mas não me considero fotógrafa, apenas alguém que gosta de fotografar. Faço-o porque me dá prazer e porque me é muito natural.

 

3. Canadá. Esse país que te diz alguma coisa, para não dizer muita! Maple Syrup ou Mel Português? Porquê?

Hum, essa é complicada. Talvez os dois! Hahah bem, cada um terá o seu propósito e a verdade é que mantenho sempre os dois na minha cozinha. Acredito que isto possa parecer contraditório, mas para salgados prefiro o mel, sem dúvida alguma.O maple syrup por sua vez, tem um travo mais “earthy” e uma textura mais líquida e, mediante a altura da colheita da seiva, poderá ser mais ou menos doce. 

 

4. Podemos reparar que um dos teus habitats é o campo (embora o teu apelido nos remeta para o mar). Para não discriminar nenhum, dou-te agora a oportunidade de criares uma ementa de pequeno-almoço/brunch de campo e outro de mar.

Bom, brunch que é brunch, para mim deve ter panquecas. Sou muito dada a rotinas e, o pequeno-almoço não é excepção. Raros são os dias em que não estejam presentes as papas de aveia com banana (rotineira até na fruta)! Como tal, panquecas são para mim algo mais especial, algo a que recorro quando tenho mais tempo para despender e quero um pequeno-almoço diferente. Não fosse este um pequeno-almoço de campo, não podem faltar os ovos, que muitas vezes compramos a pequenos agricultores locais. Mexidos ou escalfados, são uma agradável adição de qualquer forma!

Panquecas, ovos mexidos, fruta da época (preferencialmente colhida no quintal) e pão quente, compõem aquela que é para mim a ementa ideal de um brunch de campo. Tudo isto na companhia de um belo café, mas isso é já certo e sabido.

Se o mar for o mote, é inevitável pensar no Verão e, portanto, quer-se algo fresco e leve. Muita fruta tropical (quanto mais fresquinha, melhor), iogurtes, granolas e queijo fresco (a minha perdição, confesso). Um parfait de pequeno-almoço, digamos. Seria apenas natural que escolhesse um qualquer sumo de fruta para acompanhar este magnífico pequeno-almoço, mas uma vez mais, sou fiel ao café. Que esse não falte nunca.

 

5. #ogatosebastião é-te familiar. Como dizem que há-de aparecer num dia de nevoeiro, pergunto-te: sendo tu uma recém Mestre, o que achas que te aparecerá por trás do nevoeiro? Que expetativas tens para este ano?

O Sebastião, claro! Mas fora de brincadeiras, espero que este ano seja um ano pleno de realizações profissionais e, consequentemente, pessoais. Julgo que depois de tantos anos de estudo e de academia, essa é uma necessidade. Anseio por um ambiente e desafios diferentes e, claro, novas conquistas.

 

Foto 1

Foto 3

Foto 2