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Cozinhar com

Venez j'vais vous aider. On descend et hot c'est parti - Amélie Poulain

À Conversa com (Alho Francês)

Eu sei, eu sei que conversar com um legume pode ser visto como maluquice mas, garanto-vos que não é. Eu, diria que é.. arrojado! Maluquice.. maluquice seria não Conversar!
Ao lereis toda a entevista, estareis a conhecer um pouco de alguém que é "bué personagens", recebereis conselhos a sério (daqueles com "êsse" de sobremesa" e não dos com "cê" de coentros, que ele nunca estará habilitado a isso) e também sabereis o que o inspira sem o assustar. Basicamente quero que, tal como eu, deis uns risos (ou umas gargalhadas para os mais excêntricos) e garanto-vos, por experiência própria, que lereis o blogue deste indivíduo, que não é da década de 90, tornar-se-á um hábito saudável e inteligente da vossa parte, e não digais que ides daqui! Não conteis os detalhes de nada às outras pessoas, deixai-as ter "liberdade de escolha" de fazerem o que é certo para a vida delas.. que é ler esta Conversa, visitar o Alho e se quiséreis ter a noção do que é uma boa pose, visitar o seu Instagram.

 

"Peço desculpa por me alongar mas eu gosto de deixar a emoção perdurar" - Alho in Maio de 2016.

 

 

Numa das suas publicação no blogue, o Alho diz que “isto de ter obrigação de ter alguma inspiração por vezes é assustador, mas esta muitas vezes vem sem dizer”. Posto isto, questionei-o acerca da génese da sua. Ele respondeu-me sucintamente, sem rodeios e ainda nos deixou uma fotografia para ilustrar a pergunta.

Cor, cheiro e o toque, são os segredos para a minha inspiração. Surge no momento! Não faço planos, faço acontecer!

 

ff

 

1. Para inaugurar esta série de perguntas começo por uma que toda a gente, que não leu o teu blogue de trás para a frente, faz - eu cá aconselho a fazerem-no, e como se costuma dizer, que não digam que vão daqui. Porquê Alho Francês se te assumes também um “louco por Batata”? O que leva o Alho Francês a ganhar o pódio à Batata?

“Olá, sou o Francês, Alho Francês”, soa melhor que “Olá sou o Perdiz, Batata olho Perdiz”. Que aproveito para dizer é das minhas batatas favoritas! Escolhi Alho Francês porque a palavra “Francês” dá o toque de classe. É um alimento muito polivalente, um legume aromático muito poderoso. Sinceramente gostei muito de como soava. Pegou de estaca. Em relação ao blog, é sempre difícil fazer com que as pessoas leiam o que escreves, num blog como o meu, o visual torna-se sempre mais “importante” que o conteúdo, o que escrevo sofre éne cortes, passo tudo por um filtro mas, através do texto exponho muito do que é o Alho Francês, mais do que faço, conto no que acredito!

 

2. Vivendo tu dividido entre a Noruega e Portugal, qual o melhor “lusco fusco para idealizar uma sobremesa”. E quais idealizarias, em cada lugar?

 Eu, Alho Francês, não sou muito dado nem aprecio muito sobremesas. Raramente quando janto fora como uma sobremesa no final. O meu amor às coisas básicas e simples sempre me fizeram delirar com arroz doce, farófias... Sou louco por arroz doce. Curiosamente uma das sobremesas que os Noruegueses mais gostam é o arroz doce, diferenciando do nosso no bater de natas e envolvimento do arroz cozido nessas mesmas natas. Exagero desnecessário, claro. Fiz lá a nossa versão, uma vegan e outra normal e preferiram mil vezes, não sabendo diferenciar cada uma delas. Resultado mais que perfeito. Vegan wins. Quando crio para o blog as sobremesas são do tipo de pratos em que eu tenho de pensar realmente se vai funcionar, se a combinação faz sentido. O lusco fusco transforma-se num momento longo de introspeção e dúvida! Em outros tipos de prato eu faço com que faça sentido.

 

3. Ao longo da minha leitura às publicações do teu blogue, deparei-me com outra tua “loucura”: coentros. O que dirias/aconselhavas a uma pessoa que, como eu, não gosta deles, mas que está pronta para lhes dar uma segunda oportunidade? E quanto à beterraba, e os desamores que ela provoca, o que dizes em defesa dela?

A vida é uma constante evolução, eu odiava coentros. Comecei a respeitá-los, saber onde devem aparecer, no sabor e frescura que acrescentam. São de uma vivacidade incrível! Hoje não passo sem eles. Há uns tempos descobri um artigo num jornal, se quiseres tornar isto sério e adulto passo o link e fazes uma webliografia, que dizia que as pessoas que não toleravam coentros por estes lhe saberem a sabão é responsabilidade dum gene especifico. Bastante curioso. Se não te souberem a sabão aconselho a tentares novamente. Um guacamole sem coentros para mim não é concebível, mas o que te aconselho é a contratares o serviço “o Alho vai à tua casa, cozinha e vai-se embora”, serviço que será uma das muitas novidades do Alho em 2017 e pedires um menu à coentrada. Se não gostares eu tenho as frigideiras como arma de arremesso e persuasão.

Quanto à beterraba, confesso, não sou o seu maior fã, sei que por ter os benefícios que tem eu tento incluía-la na minha alimentação e consequente aparece no blog, creio não ter aparecido muitas vezes. O seu sabor muito terra afasta muita gente. Usemos então a beterraba em bolos de chocolate. Quem não gosta?

 

4.  Ao ler a tua publicação “Liberdade de Escolha” (aqui) - que toda a gente deveria ler - e gostos musicais à parte, pensei logo numa letra de uma música da Capicua onde ela diz “Quero uma casa no campo que pode ser na cidade/ mas tem de ser de verdade”. Para ti, como seria uma casa no campo ideal? De uma coisa sabemos… terias sempre produtos frescos de verdade, pois ambos sabemos a irrealidade que está por trás dos ditos “produtos frescos” à venda nas grandes superfícies, infelizmente.

O “Liberdade de Escolha” foi, creio eu, dos primeiro post a ter uma componente mais interventiva em prol das fotografias ainda para mais sem receita. É como disse anteriormente, os meus textos se não tivessem que passar por um filtro exaustivo eu “dispararia mais para todos os lados” mas aos poucos as pessoas vão conhecendo o Alho e identificam-se ou não. O blog terá SEMPRE a minha opinião /experiência, o meu cunho. Liberdade? Acho que a possibilidade de viver fora desta sociedade, sem os “valores” impostos por ela, viver calmamente, apreciar tudo. Viver, sentir. Seria a casa de campo ideal. Utopia. Dá mais valor ao teu dinheiro e à tua saúde. Canaliza-o para os caminhos correctos. Nesta pergunta não consigo sair dos carris, DAMN YOU!

 

5. Para terminar, se tal como o Hugo Nascimento, (que entevistas aqui), tivesses que criar um hashtag, qual seria?

O Hugo embora não colabore directamente com o blog está muito ligado ao Alho Francês pela admiração que tenho por ele, como pessoa e como profissional. Ensinou-me muito. Adoro a postura dele, o trabalho fala por ele e ele pode ser bem o que quiser, o que É. As provocações inteligentes e perspicazes do Hugo fazem me pensar que também devia criar hashtags e tu agora fazes me esta pergunta? Estás a acelerar e condicionar o meu processo de “criação”....  Os hashtags por norma são sempre positivistas, carregados de vitórias morais, por associação de ideias ao Hugo o meu teria de ser também provocatório, estilo dedo na ferida. Posso por mais que um?

 

#chegadevideosTASTY

#vegetaisempapaNAO

#iseehealthybreakfastseverywhere


Para me despedir deixo isto:

 

#obrigado #oalhovaiatuacasacozinhaevaiembora #lixastemeforte #claroquepossopormaisqueumsoueuquemando #melhorentrevistaquejativeoprazerdeler #custouresponderaomesmonivel

 

O Francês,

O Alho Francês.

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