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Cozinhar com

Venez j'vais vous aider. On descend et hot c'est parti - Amélie Poulain

Cozinhar com (figos)

Com a chegada do Outono (onde o meu nível de sobrevivência aumenta), volta também a vontade de permanecer mais tempo na cozinha e de ligar o forno! Volto na altura em que os figos se vão embora mas, mesmo assim, ainda venho a tempo de vos trazer uma receita com estes pequenos tesouros que pingam mel. Uma galette de figos embelezada com mais uma bonita ilustração da Ana (em breve).

 

 

Ingredientes 

 

Massa:

125 g de farinha sem fermento

125 g de farinha integral

115 g de manteiga fria aos cubos

1 ovo

30 g de açúcar amarelo

 

Recheio:

maçãs 

canela em pó

sumo e raspa de limão

doce de figo

figos 

 

Cobertura:

açúcar mascavado 

1 ovo batido

 

Preparação

 

Preparar a massa, misturando as farinhas, a manteiga, o açúcar e o ovo com a ajuda de uma colher de pau, e posteriormente das mãos, até estarem todos bem envolvidos.

Formar uma bola, cobrir com papel aderente e  reservar no frigorífico cerca de 30 minutos. 

Descascar as maçãs, retirar os caroços, cortar em fatias finas, polvilhar com canela e regar com sumo de limão. Reservar.

Transferir a massa para uma superfície enfarinhada e estender com o rolo da massa em forma de círculo.

Espalhar o doce de figo na massa deixando uma borda da grossura de 2 dedos.

Por cima colocar as maçãs e os figos. Dobrar a borda para cima, formando um embrulho.

Pincelar as galettes com ovo batido e polvilhar com açúcar mascavado e raspa de limão.

Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 45 minutos ou até ficar dourada.

 

 

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Cozinhar com (amêndoas)

Antes de torcereis o nariz, experimentai! Toda a gente prega (e bem) que devemos consumir legumes e que os mesmos devem fazer parte da nossa alimentação para que assim esta seja saudável e equilibrada. Nunca é demais realçar a sua importância, e voltar a pregar, pois não? Apresentá-los em diferentes confeções e misturar com os alimentos preferidos de quem não é adepto de legumes é uma forma mais fácil de os introduzir na alimentação diária. Este bolo é exemplo! E na altura da compra? Podeis (e deveis) sempre escolher os legumes da época - como é o caso da courgette - que são mais ricos nutricionalmente. Porém, e para enriquecer as refeições com cor e variedade, todos os outros também deve fazer parte. Segundo um estudo realizado em abril deste ano, 74% dos consumidores portugueses têm preferência por fruta e vegetais nacionais, sendo que a razão major para tal escolha é "ser uma forma de ajudar a impulsionar o comércio local". Já diziam os outros.. "o que é nacional (e acrescento, da época) é bom".

 

Ingredientes 

¾  de chávena de amêndoas picadas (previamente torradas)

⅓ de chávena de azeite

de chávena de geleia de arroz

2 ovos

½ chávena de bebida de amêndoa

1 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 colher de chá de canela + canela para polvilhar 

1 pitada de noz moscada

1 + ½ chávena de courgette ralada

1 + ¾  de chávena  de farinha integral

 

Preparação

 

Numa taça juntar o azeite com a geleia de arroz e misturar tudo muito bem.

Acrescentar os ovos e a bebida de amêndoa e voltar a misturar.

De seguida adicionar a courgette ralada, ligeiramente escorrida, e envolver no preparado.

Juntar os ingredientes secos: farinha, bicarbonato e especiarias, envolvendo cuidadosamente com a espátula até obter uma massa homogénea.

Por fim, misturar as amêndoas.

Levar ao forno pré-aquecido a 170ºC, numa forma de bolo inglês durante cerca de 50/60 minutos ou até o palito sair seco.  

Retirar do forno e deixar arrefecer, dentro da forma cerca de 10 minutos. Quando retirado da forma deixar arrefecer completamente sobre uma grelha.

 

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À Conversa com (Rita Da Nova)

O estaminé Conversas está aberto! Mesmo à hora certa, àquela hora em que nos é permitido juntar o pequeno-almoço com o almoço e chamar-lhe de brunch. Desta vez um brunch de palavras, para fugir um bocado à rotina, como Rita tanto gosta. Entrou, disse bom dia, sentou-se à mesa junto à janela, fez um instastories mencionando o local onde se encontrava mas, desta vez não pediu nada... Foi-lhe servido de forma espontânea um desafio para abrir o apetite seguindo-se cinco perguntas com um empratamento bem diferente. Para sorte deste estaminé, não hesitou em aceitar o banquete e "fez-lhe a folha" em três tempos. No final... agradeceu o convite e, despedindo-se carinhosamente, saiu. Deste lado fica a vontade de que um dia esta Conversa se transporte para um espaço físico, dos tantos que a Rita conhece Lisboa fora.

 

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Instagram (@ritadanova)
Blogue (ritadanova)

 

 

O desafio foi fotografar algo que respondesse à pertinente questão da Hannah, de muita gente, e agora da Rita... WHO AM I?  

 

"Eu sou uma vontade imensa de partir e conhecer o mundo.
De estar onde nunca estive e de absorver tudo.
De coleccionar histórias para depois contar"

 

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1. Posso dizer que o hashtag #oslivrosdarita, já me levou a fazer escolhas bem acertadas, tal como já te confidenciei. E quanto a livros de cozinha? Tens, dás-lhes uso ou és mais #nãovouseguirinstruções?

Isto vai soar-te estranho, mas não acredito em livros de cozinha. Pelo menos não naqueles antigos, que nos habituamos a ver nas casas onde passamos a infância. O meu grande livro de cozinha é a minha Avó - foi ela quem me ensinou a cozinhar e quem me confidencia, ainda hoje, os seus maiores segredos. Não tenho o hábito de comprar livros de receitas, nem de as seguir. Normalmente dou uma olhadela na receita que quero fazer e aprendo-a rapidamente. Depois é só fazer os ajustes necessários para que se torne só minha.

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2. Sendo tu, tal como eu, uma menina caseira (assumida), o que é que em tua casa tem que ser obrigatoriamente, refiro-me a comida, caseiro? 

Granola. Aprendi a fazê-la da forma mais saudável possível e raramente compro. É uma das coisas que mais gosto de comer, com iogurte ou apenas à mão (como se de amendoins se tratasse), mas infelizmente não há assim tantas granolas saudáveis à venda. Ultimamente tenho ido a uma coisa chamada Brunch do Mundo (@brunchdomundo) - duas raparigas organizam brunches dedicados a cada um dos continentes e no final vendem granolas como souvenir. É das poucas que consigo trazer para casa porque sei que são saudáveis e caseiras. 

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3. Quem te acompanha sabe bem que “nunca vais ser uma blogger a sério”, por variadíssimas razões, que nos vais mostrando com muito(a) humor/verdade/sarcasmo (riscar o que não interessa). Pergunta para exame: defina “blogger a sério” e explique sucintamente as diferenças entre Rita e blogger a sério. 

Eu prefiro dizer que digo que nunca vou ser uma blogger a sério com humor, que é como gosto de ver a vida. Nunca quis ser blogger porque toda a gente é, mas sempre tive uma vontade enorme de partilhar as coisas de que gosto com os outros. Durante um tempo, o Instagram bastou-me para mostrar as coisas da forma como as vejo. Só que sentia falta de escrever e, por isso, reactivei um blog antigo que tinha sobre viagens e comecei a alargar os temas. Nisso acho que não sou muito diferente das outras bloggers de comida ou lifestyle, mas gosto de acreditar que a maneira como escrevo me diferencia das “bloggers a sério”, aquelas que vivem do blog. Outra coisa em que acho que sou diferente é na vontade genuína que tenho de conversar com quem me lê, um pouco como fazes aqui, com estas conversas. Eu gosto de responder aos comentários que me deixam, às perguntas que me enviam, às sugestões. Para quê ter um blog se ele é unilateral?

 

4. Tal como dizes sobre as tatuagens, certamente também tens comidas que te marcaram porque estiveram presentes em momentos importantes da tua vida, da tua história. Quais e a que momentos estão associadas?  

Assim de repente, e sem pensar muito, há três momentos da minha vida que associo à comida.

O primeiro são as tardes de infância passadas com a minha Avó, no trabalho dela. Ela era assistente num consultório médico e desde pequena que a acompanhava. Na hora do lanche eu comia sempre um iogurte natural com duas colheres de açúcar porque gostava da textura do açúcar misturado no iogurte. Comia na varanda, a olhar para os carros dos bombeiros do quartel que ocupava o rés-do-chão do prédio.

Depois, alguns anos mais tarde, quando conheci o meu pai pela primeira vez, ele levou-me a jantar fora e comeu salmão grelhado com molho de manteiga. Eu tinha nove anos e nunca tinha comido salmão e desde então que é uma das minhas comidas favoritas.

Por fim, existem os caracóis doces da boulangerie Du Pain et des Idées, que comi em Paris na primeira viagem que eu e o Guilherme fizemos juntos. Foi um momento muito especial, porque ficámos sentados numa mesa lá fora, abrigados por um toldo enquanto chovia. Nunca mais me vou esquecer deste momento e, sempre que vamos a Paris, fazemos questão de passar por lá. 

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5. Não podia acabar esta Conversa sem te dizer que gosto muito da história que tu e o Guilherme mantêm - É suposto ser assim? Fazer de vós um livro que gosto muito de ler?. Mas a verdade é quase essa. Já “obriguei” amigas a lerem a vossa história do Jogo do Sério, seguindo-se a minha afirmação “Também sou muita boa nesse jogo”, como quem diz “Vedes? Este jogo menosprezado pode muito bem ser útil”. Posto isto, peço-te que completes (até pode ser uma lista de coisas) a frase: Morrerei estúpida se..  

Tão querida, muito obrigada! É bom saber que a nossa história é tão interessante para os outros como é para nós. A verdade é que o Guilherme fez-me acreditar no amor a sério, no amor que existe para fazer bem e não para destruir. Por isso, morrerei estúpida se não continuar a aproveitar esta sorte tão grande que me calhou e a visitar o mundo todo na companhia dele. 

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