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Cozinhar com

Venez j'vais vous aider. On descend et hot c'est parti - Amélie Poulain

Cozinhar com (amoras silvestres)

Posso começar a semana a publicar uma receita que não tem tudo de saudável mas também não tem tudo de "lixo alimentar"? É-me permitido? Ora claro que é, Estefânia! Pois bem, apesar do calor que se faz sentir, não resisto em ligar o forno, para que, de lá saiam pequenas doçarias. Desta vez, queques de amoras silvestres e chocolate branco. Estas amoras, ricas em antioxidantes, foram colhidas diretamente da natureza, provenientes das silvas, que, amavelmente, também nos oferecem uns quantos arranhões. Uma coisa vos garanto, estes queques não serão um arranho na vossa segunda-feira, muito pelo contrário, pode ser (mais) um bom motivo para começareis bem a semana. Basta experimentar! Adianto-vos o trabalho. Como? Disponibilizando-vos a receita. 

 

Ingredientes 

 

24 tâmaras sem caroço

2 cup de bebida vegetal de caju

2 cup de farinha de aveia

2 cup de amoras silvestres congeladas

100 g de chocolate branco

2 colheres de sopa de fermento em pó 

 

Preparação

 

Num liquidificador colocar as tâmaras, a bebida vegetal e 50 g de chocolate branco picado. Triturar até obter uma mistura homogénea.

Adicionar a farinha, o fermento e o sumo de limão e voltar a triturar.

Por fim, já fora do liquidificador, adicionar as amoras e o restante chocolate branco e envolver uniformemente pela massa.

Colocar a massa em formas para queques e levar ao forno, pré aquecido a 180ºC durante cerca de 25 a 30 minutos. 

 

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Cozinhar com (beterraba)

"Beterraba? Não gosto, sabe a terra" - diz a Estefânia. Sem dúvida, que se trata de um legume com o qual as pessoas têm um certo amor/ódio, ou seja, ou adoram comer beterraba ou nem não podem ouvir falar nela. Todavia, acredito que se pode aprender a gostar do que quer que seja e gosto de contribuir para tal fenómeno. Estas trufas, para quem gosta de beterraba são perfeitas. Para quem não gosta mas quer dar uma oportunidade o truque será não as fazer demasiado grandes pois podem enjoar, e deixá-las umas boas horas no frio antes de comer, faz a diferença! Eu, como não gosto do sabor da beterraba, tenho que arranjar sempre forma de disfarçar esse pequeno grande pormenor, o sabor. E vós?

 

Ingredientes 

 

200 g de beterraba crua

100 g de amendoim sem sal

200 g de tâmaras sem caroço

50 ml de vinho do Porto

cacau magro em pó qb 

 

Preparação

 

Levar ao microondas (durante alguns segundos) as tâmaras juntamente com o vinho do Porto. Deixar repousar.

Num processador de alimentos, triturar a beterraba, o amendoim e as tâmaras até obter uma mistura homogénea mas espessa.

Colocar a massa no frigorífico durante, pelo menos, 30 minutos.

Retirar e formar bolinhas com as mãos.

Colocar o cacau em pó num prato e passar as trufas pelo cacau.

Guardar no frigorífico por 3 a 4 dias.

 

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Cozinhar com (batata doce)

Como diria a Bastonária da Ordem dos Nutricionistas numa entrevista à Revista Visão, e eu não podia estar mais de acordo "A comida tem de nos dar prazer e sensação de bem-estar. Deve também respeitar os gostos individuais, a cultura e a tradição. E se soubermos pouco sobre nutrição, o segredo estará sempre em variar...". Quando cozinhamos, falo por mim, também tenho sempre em atenção as individualidades, a cultura e também o que é a nossa tradição gastronómica. Não sendo o bolo do caco uma tradição minhota, acho que a partir de hoje a vou adotar, os madeirenses certamente me deixarão, sem grandes discussões. Para além de muito bom é feito com batata doce, rica em hidratos de carbono complexos de baixo índice glicémico, ou seja, aqueles que são de absorção lenta, traduzindo-se numa numa libertação mais lenta do açúcar para a corrente sanguínea. Por este motivo não obriga a um impacto abrupto na produção de insulina, ou seja, ficaremos saciados durante mais tempo. Quis com este "pão", arranjar uma solução muito rápida de almoço ou jantar, para aqueles dias em que não deixámos nada preparado. Challenge accepted. Bastou descongelar, colocar na torradeira e acompanhar com algum tipo de proteína vegetal/animal, nunca esquecendo os legumes/salada. 

 

Ingredientes 

 

100 g de batata doce 

200 ml de água 

11g (1 saqueta) de fermento padeiro 

1 dente de alho 

390 g de farinha sem fermento 

 

Preparação

 

Lavar bem a batata doce com casca, partir em pedaços e levar a cozer.  

Depois de cozida, retirar cuidadosamente a pele e reservar.

Num recipiente com os 200 ml de água, acrescentar a batata e triturar, com a ajuda da varinha mágica. Acrescentar o dente de alho e o fermento e voltar a triturar até obter um creme homogéneo.

Numa tigela, envolver, aos poucos, a farinha e a mistura de batata doce.

Amassar bem até que consiga formar uma bola. Cobrir com papel celofane e deixar descansar por 40 minutos a 1 hora em local morno.

Depois do repouso, colocar a massa numa superfície enfarinhada e cortá-la em 8 partes iguais. Passar cada uma das partes por farinha e esticar cada uma em forma de círculos.

Colocar uma frigideira anti-aderente ao lume deixando-a aquecer por cerca de 3 minutos. Colocar uma das porções da massa, deixar cozinhar cerca de 3 minutos de cada lado e retirar. Repetir o processo com todos os outros pedaços.

 

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